Ameaça de ataque ao Irã no dia 4 e Copom marcam a semana curta
■Domingo e Finados (seg, 2/11) mantêm a B3 fechada; o próximo pregão é na terça (3/11), que absorve de uma vez o noticiário de quatro dias.
■O ponto de partida é pesado: o Ibovespa fechou sexta em 167.921 pontos (−0,75%), com −18,12% na semana, e o dólar à vista subiu 1,05%, a R$ 5,444 (+9,15% na semana), com o fiscal no centro.
■A principal novidade do fim de semana veio do exterior: autoridades do Golfo dizem que o entorno de Trump fala em ataques ao Irã já em 4/11, e Teerã afirma não ter reunião marcada com os EUA — risco de petróleo mais caro, dólar e DI pressionados.
■No Brasil, o nome da Fazenda segue indefinido: Lula viaja de 9 a 16/11 e a montagem do ministério deve começar só na volta, o que prolonga a falta de âncora fiscal.
■A semana concentra eleições nos EUA e vencimento do WDO na terça, Copom na quarta (consenso de manutenção em 13,75%), BoE na quinta e payroll na sexta.
Sem pregão · próximo pregão terça 03/11
A abertura de terça deve refletir o risco de ataque ao Irã em 4/11 e o petróleo, o ISM industrial de segunda e o PMI da China de domingo à noite, além da falta de definição na Fazenda. No mesmo dia há eleições nos EUA e vencimento do WDO, com Copom na quarta, o que tende a manter a volatilidade alta.
Agenda
ter 8h30 Boletim Focus (BCB)Primeiras projeções depois da semana de estresse fiscal; mexe na expectativa de Selic e no DI.
ter 10h PMI industrial do Brasil (out)Consenso de 43 (ant. 44,8): indústria em contração pesa nas cíclicas do WIN.
ter Vencimento do WDO e do DI de novembroRolagem e formação da Ptax podem ampliar a volatilidade do mini dólar na reabertura.
ter Eleições de meio de mandato nos EUAComposição do Congresso americano afeta Treasuries, DXY e apetite a risco; resultados saem à noite.
Segundo três autoridades do Golfo, os ataques seriam "breves, mas intensos", logo após as eleições americanas; com o Brent perto de US$ 118 na sexta, nova escalada tende a pressionar inflação global, dólar e juros.
Sem nome para a Fazenda antes da segunda quinzena, o mercado segue sem âncora fiscal; Rafael Fonteles, um dos cotados, negou ter tratado do cargo com Lula.
Polymarket aponta 94% de chance de maioria democrata na Câmara e 69% no Senado; uma mudança no Congresso mexe em Treasuries e DXY no mesmo dia do vencimento do WDO.
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